Publicado em 11/07/2012 às 16:00

Amaldiçoar o próprio filho inconscientemente, por Wilson Aquino

Wilson Aquino (*)

 

Pode um pai ou uma mãe amaldiçoar opróprio filho? Mesmo consciente do amor que sente por ele a ponto de dar aprópria vida para salvá-lo? Amaldiçoá-lo de forma que o impeça de crescerprofissionalmente? Amorosamente? Enfim, de prejudicá-lo por toda vida? Aresposta, infelizmente, é SIM! E pior: Essa maldição nem sempre é consciente. Ésutil, sorrateira. Se disfarça de “educação rigorosa”, de “falar a verdade”, ousimplesmente por que os pais não se dão conta do poder e força das palavrasdirigidas aos filhos no cotidiano ou em momentos de raiva, de explosão.

 

Expressões como: “… mas você é umincompetente mesmo!” , “… filho, você é um tapado…” , “Você NUNCA vaiaprender…” , “Você é burro!”, “Você é uma infeliz”, “Você não presta mesmo!”,“Você nunca será alguém na vida…”, “Você nunca vai aprender nada na vida!”,“Você é uma tonta!”, “Você não respeita ninguém!” e tantas outras parecem fazerparte da “cultura educacional familiar” em lares brasileiros.

 

Muitos homens e mulheres, formados,casados e com filhos, têm dificuldade de relacionamento (amoroso, profissional,social…) e não se dão conta do por que dessa angústia, ansiedade eimpossibilidade de se manterem relaxados e focados no crescimento profissionale pessoal. São muitos os que se debatem na vida e aqueles que podem, recorrem àterapia, mas nem sempre obtêm sucesso.

 

Isso porque o problema está alojado muitomais fundo. Está no espírito ferido! No espírito rotulado, amaldiçoado lá atráspelos próprios pais.

 

A igreja tem papel fundamental nesseprocesso de cura. Basta o indivíduo seguir apenas dois mandamentos básicos:“Amar a Deus acima de todas as coisas” e “Amar ao próximo como a nós mesmos”.Com esse alicerce o processo de cura torna-se mais fácil.

 

Temos testemunhado e ouvido inúmeroscasos de pessoas que estavam simplesmente “travadas” na vida por conta demaldições inconscientes que os próprios pais plantaram em suas vidas. Se deramconta disso quando “nasceram de novo” , por intermédio do batismo religioso edo fortalecimento em Deus.

 

Soube recentemente de um homem quenão conseguia ter paciência com os próprios filhos e no trabalho e na rua tinhaexplosões de violência que não conseguia controlar. Era uma raiva muito grandeque vivia entrando em erupção. E isso o prejudicava enormemente em todos osambientes. E assim foi até que um dia, num seminário (Veredas Antigas) paracasais numa igreja, ele trouxe à tona um episódio – do qual não se lembrava,estava esquecido em seu interior – ocorrido quando tinha apenas 8 anos deidade. Alguns amiguinhos dele haviam dormido em sua casa e como ele tinhaproblema de urinar na cama, seu pai, no dia seguinte, na mesa do café, diantede todos, inclusive dos amiguinhos, disse em alto e bom som apontando para ofilho: “temos aqui um mijão…”

 

Isso bastou para ferir aquela criançapara o resto da vida e provocar os atos de violência e irreverência social efamiliar. E como um milagre, a partir do momento que ele relembrou desseepisódio, colocando-o para fora, mesmo achando-o “insignificante”, era a raizde todo o mal que estava plantado em seu espírito. A partir desse dia passou amudar seu jeito de ser. Passou a ser mais tolerante e deixou de “explodir” comoantes.

 

Há que se observar sobre esseepisódio, que o pai não tinha intenção alguma de simplesmente ferir o filho.Ele achava que dessa forma ajudaria o filho a não mais urinar na cama.

 

Assim como esse pobre homem, quantosoutros não estão por aí, espalhados, perdidos em nosso meio, precisando damesma ajuda? Cabe a cada um de nós fazermos a nossa parte e procurarmos, defato, ajudar o próximo da melhor maneira possível. Amando e perdoando. Somenteassim teremos filhos melhores educados e, consequentemente, um mundo melhorpara viver.

 

Aos pais cabe ajudar a desenvolvernos filhos a autoconfiança, encorajamento e elogiá-los com sinceridade.Precisam mostrar que estão interessados no que fazem e demonstrar amor epreocupação por eles.

 

Na Bíblia, inúmeras passagensenfatizam esse dever, essa responsabilidade. Efésios (6:4) é direto e objetivo:“Pais, não tratem os seus filhos de um jeito que faça com que eles fiquemirritados. Pelo contrário, vocês devem criá-los com a disciplina e osensinamentos cristãos”. Amém!

 

(*) Jornalista e Professor (Cristão Mórmon)

E-mail- aquinowil@uol.com.br

Chip Carimbos
Barbara Ballestero

Há 1 Comentário

  1. miriam borges de oliveira em 17/06/2015 às 17:33

    É um bom estudo, vai facilitar muito a educação dos pais p com os filhos, digo isto porque tem muitos pais que pensam que é humilhando, machucando e amaldiçoando que se educa um filho. Gostaria que tivesse-mos mais referências biblicas a esse respeito. As pessoas precisariam ser educados na palavra de DEUS antes de resolver ter filhos; afinal a palavra diz que os filhos são heranças do Senhor e Ele os concede esta benção.

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