Publicado em 13/09/2017 às 09:10

Esquema na prefeitura de Três Lagoas tinha superfaturamento de quase 500% no valor de peças, diz PF

Grupo de servidores ligados à frota e funcionários de oficinas causaram prejuízo de R$ 800 mil aos cofres públicos entre 2015 e 2016, segundo a investigação da operação Cambota. Leia mais…

 Bruno Axelson

Policiais cumprem mandado na prefeitura de Três Lagoas (Foto: PF/Divulgação)

O esquema que envolvia servidores públicos de Três Lagoas e empresários do ramo de oficinas mecânicas teve superfaturamento de peças e serviços que chegou a 486%, segundo investigações da Polícia Federal (PF).

 

Cinco servidores municipais e oito donos e funcionários de oficinas foram levados para a delegacia nesta terça-feira (12), durante a Operação Cambota. As investigações apontaram que o grupo direcionava serviços e superfaturava contratos de manutenção de veículos e de compra de peças.

 

Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos em oficinas e na prefeitura. Todos os mandados judiciais foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Três Lagoas, no município e em Dourados.

 

“Nesse momento a gente identificou envolvimento de servidores, do que pode-se dizer, terceiro escalão, não seriam secretários nem a ex-prefeita, no caso. Seriam servidores mais diretamente relacionados a manutenção de frota”, afirmou o delegado da PF Allan Givigi.

 

O prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro disse que apoia e colabora com as investigações e que defende a transparência na gestão pública.

 

O grupo começou a ser investigado com base no relatório de análises da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou irregularidades. O caso foi denunciado ao Ministério Público e começou a ser investigado pela Polícia Federal.

 

“A Controladoria-Geral da União vinha monitorando também os repasses de valores para esse serviço e os contratos que estava sendo realizados já estavam sendo monitorados. A identificação dos envolvidos já havia ocorrido, na verdade, houve a deflagração apenas da parte externa da operação que foi realizada hoje num primeiro momento, mas pode haver continuidade das operações inclusive com novas operações”, explicou Luciano Lara, promotor do MPE.

Operação Cambota

Cambota é o nome popular do Virabrequim, peça responsável pela movimentação do automóvel. Como a fraude consistia em direcionar e majorar serviços nos automóveis da frota, o nome faz alusão à atuação policial, no sentido de desarticular a organização criminosa, impedindo sua movimentação.

 

Cobrança

 

Em entrevista coletiva nesta terça-feira, Guerreiro contou que no início da gestão foi cobrado para pagar dívida de R$ 1,6 milhão referente a serviços e peças de reposição na manutenção da frota de veículos.

 

“Determinei que não pagássemos esse valor que nos era cobrado, porque, não havia empenho dos serviços que alegavam ter realizado e não localizamos qualquer tipo de notificação a esse respeito”, falou o prefeito.

 

O Executivo abriu sindicância, na segunda quinzena de janeiro, para apurar responsabilidades. Ao final da sindicância concluiu-se pela abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra quatro servidores, com suspeitas de envolvimento nas referidas irregularidades.

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Barbara Ballestero

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Chip Carimbos

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