Publicado em 11/02/2018 às 15:22

Ruas da capital amanhecem entupidas de lixo e expõem a “porquice” dos foliões

Na Esplanada Ferroviária, quilos de resíduos foram jogados no chão, enquanto as lixeiras ficaram vazias.

Campo Grande News

 

"No mundo da podridão" foi pichado em fachada de comércio no centro de Campo Grande. Vias amanheceram tomadas de lixo após Carnaval. (Foto: Marcos Ermínio)

Como é de praxe, um amontoado de lixo encobria as ruas da região central de Campo Grande na manhã deste domingo (11), após a brincadeira de Carnaval na Esplanada Ferroviária. É mesmo um fiel retrato da falta de consciência dos foliões: enquanto copos de plásticos, garrafas de cerveja, vodka e até restos de fantasia foram largados no chão, as lixeiras próximas amanheceram completamente vazias.

 

 

Os sete funcionários da Solurb escalados para o “desafio” de limpar a área relataram que a quantidade de lixo no local aumentou consideravelmente em relação à noite anterior. Era tanto material nas calçadas, vias e no entorno do palco, que foi preciso dividir o serviço em etapas, agrupando a sujeira em pontos diferentes para depois coletá-la.

 

A imundície era tanta, que as equipes chegaram às 6 horas da manhã e ainda não haviam feito metade do serviço realizado no mesmo período deste sábado (10), em questão de duas horas.

 

Espalhados pelo chão, tudo quanto é tipo de material. Mais que copos de plásticos, latinhas e garrafas de cerveja, vodka, cachaça e vinho, foram encontrados diversas embalagens de preservativo, tênis, óculos escuros, chinelo, sutian, documento de identidade e restos de fantasia como buquê de flores, máscaras e asas de anjo.

 

No local, por onde passou o tradicional Cordão da Valu, uma das maiores manifestações do Carnaval de Rua na Capital, na noite deste sábado – e que seguiu madrugada adentro – o mau cheiro era terrível. Fedor de lixo e de urina, perto dos banheiros químicos.

 

As enormes lixeiras disponibilizadas pela prefeitura em vários pontos da Esplanada Ferroviária pareciam carros-alegóricos: só enfeitando mesmo. Estavam vazias; algumas com um ou outro copinho.

 

“Parece que se jogar lixo dentro vai sujar a caçamba!”, ironizou José Dias, 62, aposentado.

 

“É impressionante como o Carnaval tem tanta alegria, mas deixa essa triste lembrança no dia seguinte. Quem mora perto sofre”, diz.

 

A essa altura, foliões devem estar dormindo, se recuperando para mais uma noite de Carnaval, o lixo já está sendo varrido e, na fachada de um dos comércios locais, a pichação: “No mundo da podridão”.

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Barbara Ballestero

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Chip Carimbos

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